ZONA LIVRE


STINGRAY SAM, DE CORY MCABEE

EUA, 2009, 60 min, p&b e cor, 35mm
(exibição em DVD)

>>>> inédito no Rio de Janeiro; exibido no Brasil apenas no CEN 2009

27/02, às 19h, Sala 01 + debate ao vivo com o diretor

“Stingray Sam dispensa muitas apresentações. Criado sob influência direta do costume que criou-se de ver filmes no youtube divididos em trechos de 10 minutos, e em ipods e suas pequenas janelas, relacionado diretamente com a continuidade da existência do 35mm, Cory McAbee consegue dar um grande passo à frente nesse seu segundo longa metragem, perseguindo e aprimorando suas valências e surpreendentes habilidades que demonstrou no seu filme anterior (leia sobre American Astronaut), mas se reinventando de maneira muito sagaz, inclusive sobre o próprio fato de fazer ficção científica, criando um dos filmes mais relevantes dessa mostra, na nossa opinião. Stingray Sam foi lançado em 35mm no importantíssimo festival de Sundance nos EUA, mas tem sua distribuição feita simultaneamente, não só por outros renomados festivais internacionais e salas de cinema, mas também para download no site oficial do filme, sendo disponível inclusive em formato para ipods, contendo junto um interessante material adicional sobre o filme com fotos, trilha sonora, making of e etc. Como foi dito antes, a última obra de McAbee dispensa muitas palavras de apresentação. Todas essas informações não seriam relevantes se ele não conseguisse transcender toda essa originalidade de suas idéias e criar um filme que fale por si mesmo. Para nós, ele conseguiu.” – Davi Pretto e Bruno Carboni, curadores da Zona Livre

Um western espacial envolvendo dois personagens, Stingray Sam e seu cúmplice Quasar Kid, na tentativa de salvar uma garota, seqüestrada pelo líder geneticamente concebido de um planeta muito rico. Esquisito? Não quando vem à tona o nome de Cory McAbee, cineasta que a Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema tem mais uma vez o prazer de apresentar na tela grande do CCBB do Rio, dessa vez através de Stingray Sam, longa-metragem de 2009.

Inédito no Rio de Janeiro (exibido no Brasil apenas no CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre – CEN de 2009), o filme tem sessão marcada para às 19h do próximo dia 27 e será sucedido de um debate ao vivo com o diretor.

Cory McAbee conquistou uma legião de fãs com a criativa e improvável premissa que mistura cowboys, lasers e coreografias musicais de The American Astronaut, longa-metragem lançado em 2001. Na estreia, realizada no Festival de Sundance daquele ano, críticos de todas as partes lutaram consigo mesmos para atribuir superlativos ao filme e para descrever exatamente o que tinham acabado de assistir, sem entender de que maneira uma mistura tão inusitada podia ser tão formidável. Os elogios foram inúmeros, ecoando especialmente em um ponto: o estilo inovador e inigualável de McAbee. 

The American Astronaut foi realizado com um baixíssimo orçamento, provando como uma ideia realmente original na cabeça pode ser mais importante do que muitas cédulas de dólares no bolso. Em Stingray Sam, o cineasta mantém o mesmo estilo do filme anterior, importando dele a temática principal, justamente com a intenção de executar exatamente a curiosa definição que foi atribuida ao primeiro: um faroeste de ficção científica musical passado no espaço. 


Assim como em The American Astronaut, o filme se passa no espaço, onde os condenados “cowboys” Stingray Sam e seu cúmplice de longa data, Quasar Kid (Crugie), ganham de volta a liberdade em troca de uma missão: resgatar uma menina mantida em cativeiro por um líder concebido geneticamente de um país muito rico. Embalando as venturas e desventuras da dupla, temos novamente muitos números musicais interpretados pela The Billy Nayer Show, a banda liderada por McAbbe na vida real, que também assume o papel de protagonista. Dessa vez, as imagens em preto e branco são intercaladas por planos em coloridos, que dão vida às tiradas engraçadas, aos diálogos bem escritos e às paródias de McAbee.

A grande diferença entre os dois longas-metragens está no formato: Stingray Sam é dividido em seis episódios de dez minutos, que possuem uma seqüência lógica, mas que podem ser assistidos de maneira independente, na tela do ipod, do celular, do youtube, ou onde mais você quiser. São eles: Factory Fugitives, The Forbidden Chromosome, The Famous Carpenter, Corporate Mascot Rehabilitation Program, Shake Your Shackles e Heart of a Stingray.

A ideia partiu de um trabalho anterior realizado pelo diretor para o Festival de Sundance (no qual é figura carimbada desde 1992), que o convidou para dirigir um filme que seria distribuído via celular. Dessa nova proposta audiovisual, surgiu Reno (2007), no qual foram utilizadas técnicas de colagens e fotografias still, tiradas com uma pequena câmera digital (Nikon Coolpix 3100) e tratadas em Photoshop, aliadas a algumas cenas filmadas com uma Sony HDV 1ZU. O sucesso da produção foi tanto, que Cory McAbee foi convidado a rodar o mundo dando palestras sobre filmes produzidos para as pequenas telas e sobre tecnologia.

Cory McAbee supera suas habilidades a cada produção. Com Stingray Sam ele dá um passo à frente, reinventando possibilidades e propondo a reflexão de como os filmes vêm sendo vistos na contemporaneidade, sendo, assim, uma obra emblemática para a Zona Livre, cujo objetivo é trazer à tona a discussão sobre as vias paralelas da informação. O filme, desenvolvido para todos os tipos e tamanhos de tela, não apenas circulou por renomados festivais de cinema, a exemplo do Festival de Sundance, como foi distribuído em larga escala na internet. Ele está disponível para download, inclusive, no site oficial, acompanhado de um interessante material adicional, com fotos, trilha sonora, making of e cenas dos bastidores.

Incluir performances musicais em seus filmes foi o jeito que McAbee encontrou de declarar seu antigo interesse pela música, cultivado desde a adolescência. O desenho, a pintura e o cinema, assim como o talento musical, foram aprendidos naturalmente por ele, autodidata, cuja educação formal só se estendeu até o fim do ensino médio – segundo ele, “finalizado por um ato de caridade”. Pelo estilo descompromissado e inovador, provavelmente um sintoma da liberdade criativa de quem não se molda a normas formais, o cineasta conquistou a reputação de ser uma das vozes mais originais da cena independente de cinema nos últimos anos.

Concebido para ser visto a qualquer hora do dia e em qualquer circunstância, no ônibus, na cama, numa sala de aula, no cabelereiro… Stingray Sam chega agora à sala de cinema do CCBB do Rio de Janeiro, seguido de um debate ao vivo com o diretor, que estará disponível para esclarecer qualquer mistério do seu universo paralelo. Aperto o cinto e descubra esse exemplo inovador, cativante e único do que o cinema pode nos oferecer atualmente.
Andréa Azambuja  

Saiba mais sobre a vida do diretor aqui.


Prêmios
Elenco

Ron Crawford – Old Scientist
Crugie – Quasar Kid
Maura Ruth Hashman – Heaven
David Hyde Pierce – Narrador (voz)
Jessica Jelliffe – The Clerk
Robert Lurie – Cubby
Cory McAbee – Stingray Sam
Willa Vy McAbee – Girl The Carpenter’s Daughter
Caleb Scott – The Artist
Soren Scott – Ed
Frank Stewart – Barnaby
Joshua Taylor – Fredward
Michael Wiener – Smarmy Scientist

Equipe

Produtora – BNS Productions
Direção – Cory McAbee
Direção de Fotografia – Scott Miller
Edição de Som – Karl Derfler
Montador / editor – Andrew Blackwell
Produção – Becky Glupczynski & Bobby Lurie
Roteiro –  Cory McAbee
Trilha sonora original – The Billy Nayer Show

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AMERICAN ASTRONAUT, DE CORY MCABEE

EUA, 90min, 2001, P&B, 35mm
(exibição em DVD)

>> inédito no Rio de Janeiro; exibido no Brasil apenas no CEN 2009

25/02, às 20h, Sala 01
27/02, às 17h, Sala 01

“Ao lado de Stingray Sam, os dois filmes dirigidos por Cory McAbee são provavelmente os títulos desta mostra que mais facilmente cativam e instigam as pessoas a assisti-lo. Esta empatia é uma qualidade que, indiretamente, exige do diretor cada vez maior destreza em seu desenvolvimento narrativo e cinematográfico, de modo a satisfazer a curiosidade e expectativas do seu público. Este longa do diretor norte-americano consegue trazer à tona a essência, a criatividade e a simplicidade das ficções científicas dos anos 1950 – e até mesmo as precursoras dessa época, como a Metropolis de Fritz Lang em 1927. A perfeita sintonia entre direção, fotografia e som faz com que a obra se desprenda de qualquer limitação que seu orçamento pouco abundante poderia acarretar. Lançado em 2001, American Astronaut passa facilmente a impressão de ter sido feito décadas atrás. Mas acima de tudo, o que interessa é que esta obra nos permite sentir o quanto o cinema ainda é feito de idéias, habilidade e destreza, indiferente de época, tecnologia ou orçamento. Uma ótima notícia para os amantes de ficção científica que ainda não o conhecem.” – Davi Pretto e Bruno Carboni, curadores da Zona Livre

Um semi-autobiográfico filme de faroeste musical passado no espaço em um futuro indeterminado. Não compreendeu a mistura? Pois assim é The American Astronaut, longa-metragem do californiano Cory McAbee, que o CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) e o Centro Cultural Banco do Brasil trazem ao Rio de Janeiro, na Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema.

Para desvendar o mistério que conjuga cowboys, lasers e coreografias musicais, é só aparecer no cinema do CCBB, no próximo dia 25, às 20h, ou no dia 27, às 17h. Além disso, o diretor estará ao vivo na sala de cinema do CCBB na próxima sexta-feira, 27, para esclarecer qualquer curiosidade e bater um papo com a plateia em um debate que será realizado após a exibição de Stingray Sam, sua realização de 2009, marcada para as 19h.


Aí vai uma prévia: além de assinar a direção e o roteiro de American Astronaut, Cory McAbbe também protagoniza a história, na pele de Samuel Curtis, um comerciante interplanetário em um universo onde todos os planetas e quase todas as luas são habitadas.  A missão de Curtis começa com a entrega de um gato em um bar do asteróide Ceres, que sedia uma competição de dança – e onde ele encontra um antigo amigo, Blueberry Pirate. Como pagamento pelo trabalho, Curtis recebe um experimento de clonagem ainda em andamento, que irá criar uma rara criatura: uma menina viva de verdade.

Por sugestão de Pirata, Curtis leva a Real Live Girl para Júpiter, planeta habitado somente por homens, propondo a troca da “garota” (àquela altura, uma pequena caixa) pelo The Boy Who Actually Saw A Woman Breast – um adolescente tratado como realeza devido ao seu único e exótico contato com uma mulher (“era redondo e macio” é tudo que ele diz a respeito da experiência para para a atenta plateia em Júpiter).

Curtis tem a intenção de levar The Boy a Vênus, planeta onde só vivem mulheres, para trocá-lo pelos restos de Johnny R., um homem que passou sua vida servindo como experimento ao povo feminino. Tudo isso para então chegar ao motivo inicial da epopéia: levar o que sobrou de Johnny R. de volta à sua família na Terra, e de quem irá receber uma substancial recompensa. Tudo isso seria simples o bastante se Curtis não fosse perseguido (sem saber) pelo sangüinário assassino Professor Hess – uma figura  enigmática pertencente a seu passado e que adora matar – mas só se não tiver motivo nenhum. Em um sistema solar dominado pelo comércio e pelo perigo (e por números musicais), pode ser que dessa vez o bem prevaleça.

Quando The American Astronaut estreou em Sundance em 2001, críticos de todas as partes lutaram consigo mesmos para atribuir superlativos ao filme e descrever exatamente o que tinham acabado de assistir. Depois de diversas aparições na mostra norte-americana e em um irrestrito número de festivais em todo o mundo, as realizações de Cory McAbee ainda são difíceis de definir. Uma mistura de Alphaville (Jean –Luc Godard), Star Wars e Twin Peaks? Ou um Forbidden Zone nas mãos da dobradinha David Lynch – Ed Wood? A lista é grande, e encontra recorrente ressonância nos filmes do Midnight Movies e nas ficções científicas da década de 50.

O fato é que Cory McAbee construiu seu nome por ser uma das vozes mais originais da cena independente de cinema nos últimos anos. Com The American Astronaut, ele prova mais uma vez como o fator “orçamento” pode não ser tão importante, quando se tem uma ideia realmente criativa e poderosa em mente. Filmado em preto e branco em 35mm, o filme apresenta pinturas animadas para retratar as viagens espaciais, ângulos surreais de filmagem, comentários fora de sequência, ótimas manipulações de luz e sombras e estranhos números musicais, providenciados pela banda The Billy Nayer Show – e liderada por um McAbee cantor. Com tudo isso, o diretor cria a sua própria gravidade, engraçada, criativamente rodada, diferente e altamente entretida e cativante.

The American Astronaut foi baseado nas experiências pessoais de McAbee. A história foi inspirada em um período de três anos quando o cineasta não tinha onde morar e se sustentava trabalhando como segurança em bares e boates e tocando com sua banda. Ele resolveu tornar os acontecimentos parte de uma ficção científica, importando o fator western das suas férias de criança, quando ia para a casa de seus avós no deserto de Nevada. Se por um lado isso pode parecer um projeto de vaidade, baseado em sua vida, escrito, dirigido e musicado por ele, por outro The American Astronaut é mais o reflexo da liberdade de um artista que nunca teve nenhuma formação formal, que ensinou a si mesmo a desenhar, a pintar, a compor, a tocar e a fazer cinema; seu histórico sugere que o que ele realmente intenciona é permitir que sua imaginação se expresse livremente.


Se tivesse entrado em cartaz nos cinemas ao redor do mundo, provavelmente muita gente não iria conseguir entender ou definir as reações que American Astronaut provoca. Com vasta circulação na internet, esse western musical que celebra as ficções científicas e supera seus parâmetros muitas vezes claustrofóbicos chega agora à tela grande de cinema no Rio de Janeiro, numa rara oportunidade de ver o quanto uma mistura excêntrica pode parecer tão certa. Vá ao CCBB e sinta de mente aberta o inusitado mundo do astronauta americano num faroeste estrelar de Cory McAbee, que volta a ser o palco da atenção da mostra com Stingray Sam, em cartaz no dia 27, às 19h – em sessão seguida de debate ao vivo com o diretor.
Andréa Azambuja

Sobre o diretor

Cory McAbee é o mais novo de três filhos de uma família do Norte da Califórnia. Seu pai foi um mecânico; sua mãe, uma professora da pré-escola; e seus avós moravam no deserto de Nevada, para onde ele ia durante as férias de verão. McAbee passou sua adolescência morando com os pais e, por não saber dirigir, gastava os dias fazendo experimentos em pinturas e desenhos. Sua educação formal terminou no Ensino Médio, o qual ele só completou por um ato de caridade; ele nunca leu sequer um livro antes dos 20 e poucos anos.

Aos 20 anos, McAbee conheceu Bobby Lurie na casa de um amigo em comum. Lurie e esse amigo iam montar uma banda e o convidaram para o primeiro ensaio, onde descobriram que nenhum dos integrantes conhecia o mesmo material. McAbee acabou juntando-se a eles como compositor e vocalista, e por 11 meses os garotos fizeram várias performances na Califórnia – até que Lurie rompeu com os companheiros, entre outros motivos, porque o medo de palco de McAbee era algo embaraçoso demais para se presenciar. No mesmo ano, ele comprou uma harpa, aprendeu a tocar e começou a escrever músicas novas.

Cory McAbee foi para São Francisco quando recebeu uma oferta para trabalhar de segurança em uma boate, e por 12 anos exerceu o cargo de chefe de segurança em bares e clubes de striptease no estado. Em 1989, ele e Lurie formaram o grupo The Billy Nayer Show, um ano antes de completar as pinturas de seu primeiro filme (o processo demorou três anos), uma animação chamada Billy Nayer. Em 1991, a dupla gravou a faixa final para a produção, lançada em 1992 no Festival de Sundance, e criou a BNS Productions. Ao longo dos anos seguintes, ele escreveu e dirigiu diversos curtas-metragens, que incluem The Ketchup and Mustard Man e The Mao on The Moon. Como um meio de distribuição independente de seus trabalhos, McAbee e Lurie desenvolveram uma performance ao vivo incorporando a música aos filmes, e The Billy Nayer Chronicles foi apresentado em Sundance em 1995 como o primeiro evento multi-mídia do festival.

Depois que The Billy Nayer Chronicles tinha seguido o seu curso, McAbee largou o emprego e perdeu seu apartamento. Ele viveu sem casa por três anos, período no qual compilou idéias para seu primeiro longa-metragem musical, The American Astronaut. Enquanto se virava pintando rostos de manequins em uma fábrica, ou como chefe de segurança em bares, McAbee escreveu e reescreveu o roteiro de The American Astronaut e compôs músicas para os álbuns do BNS: The Villain That Love Built e Return To Brigadoon.

Ele acabou partindo para Chicago, onde viveu por dois anos e onde o amigo Lurie conseguiu fundos com o co-produtor Joshua Taylor para  The American Astronaut, passando a trabalhar como roteirista, diretor, ator compositor, músico e pintor. O filme foi terminado em 2001, sendo lançado no Festival de Sundance daquele ano.

McAbee foi morar no Brooklyn, em Nova York, no verão de 2001, passando os anos seguintes em turnê com The Billy Nayer Show e escrevendo músicas e roteiros. Em dezembro de 2006, ele foi contratado pelo Festival de Sundance para criar um curta-metragem para distribuição em telefones celulares. Reno foi lançado no festival de 2007, ocasião onde o cineasta pela primeira vez tornou-se o dono de um telefone celular. A produção foi considerada a favorita pelos usuários, e, como resultado, o cineasta foi convidado a falar sobre os filmes produzidos para as pequenas telas e tecnologia em conferências ao redor do mundo, chegando agora ao Rio de Janeiro, na mostra Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema.

THE AMERICAN ASTRONAUT

Elenco

Direção – Cory McAbee
Produção – Bobby Lurie, William “Pinetop” Perkins, Joshua Taylor
Written by Cory McAbee
Cinematografia – W.Mott Hupfel III
Edição – Pete Beaudreau
Distribuição – Artistic License Films

Equipe

Cory McAbee – Samuel Curtis/Silver Miner
Rocco Sisto – Professor Hess
Greg Russell Cook – The Boy Who Actually Saw a Woman’s Breast
James Ransone – Bodysuit
Annie Golden – Cloris
Joshua Taylor – Blueberry Pirate
Tom Aldredge – Old Man
Peter McRobbie – Lee Vilensky
Bill Buell – Eddie
Mark Manley – Henchman #1 (Hey Boy!)
Ned Sublette – Henchman #2 (Hey Boy!)



VÍDEO – DEBATE COM HARMONY KORINE NA ZONA LIVRE
fevereiro 19, 2010, 5:24 am
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No último dia 09, a Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema começou com o pé direito o circuito de filmes estrangeiros que está trazendo ao Brasil. A programação exibiu na tela de cinema do CCBB do Rio a última realização de um controverso e conhecido cineasta: Trash Humpers, de Harmony Korine.

Após a sessão de cinema, Korine bateu um papo com os curadores do festival e com público através do Skype, em um momento de inusitada intimidade, falando direto de sua casa nos EUA acompanhado da esposa e do filho. Foi possível perceber que Korine transparece em seus filmes muito de sua personalidade, irreverente, descompromissado, que diz o que pensa, o que dá às suas produções um caráter muito particular e livre de qualquer amarra moral.  Abaixo, um trechinho do debate com o relaxado Korine, para ter uma ideia:

A Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema é uma realização do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) e do Centro Culturl Banco do Brasil. O festival começou no dia 09 de fevereiro e se estende até o dia 28, no CCBB  do Rio de Janeiro, com o que há de melhor no cenário de filmes de renome na internet, mas que raramente têm a chance de chegar às telas de cinema.



SEGUNDO DEBATE DA ZONA LIVRE: PELO SKYPE, MARIANNA PALKA FALA SOBRE SUA ESTREIA, EM GOOD DICK
fevereiro 18, 2010, 2:06 am
Filed under: Debates da mostra, Filmes em exibição, Zona Livre | Tags: , ,

Apesar de tratar de temas profundos, Good Dick é um filme leve, engraçado e otimista. E assim também é Marianna Palka, diretora de 28 anos, escocesa, alegre e cheia de entusiasmo. Este foi o clima para que ela, direto de Los Angeles, respondesse como a protagonista do segundo debate da Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema, realizado dia 11/02, à noite, após a primeira exibição de seu filme no Brasil.

Através do Skype, Palka bateu um papo com o público e os curadores do festival, Davi Pretto e Bruno Carboni, sobre como foi ter escrito e dirigido o seu primeiro longa-metragem.  Como era de se esperar, Good Dick teve uma ótima recepção do público da mostra; o conto de fadas contemporâneo sobre um casal bem incomum arrecada elogios por onde quer que passe.

Primeira realização de Marianna Palka como diretora, Good Dick alia personagens muito bem desenvolvidos e um tema pesado à leveza com que a diretora demonstra em sua personalidade. O resultado é uma obra madura, que comunica mensagens importantes com honestidade (o que se reflete no título) e mostra uma peculiar habilidade de Palka em entender o complexo “dar e receber” da interação humana – e as motivações por trás dessa relação.

Nascida em Glasgow,  Palka contou que a premissa de seu primeiro longa-metragem surgiu quando ela estava na Polônia e viu uma pesquisa sobre o abuso de mulheres.  “Não pude acreditar quando ouvi que uma em cada três mulheres é vítimas de abuso sexual antes da vida adulta. Isso já era razão suficiente para eu fazer um filme”, explicou. À essa triste realidade, ela juntou a vontade de fazer uma obra com pessoas reais, de histórias comuns, e o afeto pelo país do leste europeu.

Palka se diz influenciada pelo cinema e pelo teatro polonês, e dele também “importou” o protagonista de Good Dick, interpretado por seu namorado e sócio na vida real, Jason Ritter. A relação com a Polônia também é explícita no desenrolar do filme graças à referência ao diretor Krzysztof Kieslowski. Outro cineasta polonês pautado no debate foi Roman Polanski, em função de seu clássico Repulsa ao Sexo (1965), filme que também trata de uma jovem paranóica diante do sexo oposto. Ironicamente, Polanski encontra-se exilado na Suíça atualmente, em razão de acusações de ter cometido crimes sexuais há mais de trinta anos.

Para ajudá-la na construção dos personagens de Good Dick, Palka pediu para que toda a equipe fizesse listas sobre como eles achavam que iriam lidar com a vida se tivessem sofrido abusos na infância. As observações de cada um não foram utilizadas no roteiro, mas sim como orientação, para lembrar a todos da equipe os sentimentos com que estavam lidando.

Os textos foram aproveitados especialmente por Ritter e por ela (o casal de protagonistas) a fim de que chegassem exatamente nos personagens que ela tinha imaginado: uma mulher retraída e traumatizada, o “dragão”, como definiu, e um perfeito cavalheiro; como ela apontou, “um tipo que é só amor, só bondade, um masculino que não tem nada a ver com força, aparência ou status, mas é algo genuíno”. Casualmente ou não, o nome da produtora que Palka abriu em sociedade com o namorado chama-se “Morning Knight” (Knight = cavaleiro, ou um homem corajoso que salva alguém, especialmente uma mulher, de uma situação de perigo).

Marianna começou sua carreira no teatro e afirmou que esse foi um dos motivos da realização de Good Dick. Em seu primeiro roteiro, ela quis desenvolver os personagens de forma natural e crua, como nos palcos, sem se preocupar com o resultado. A intenção era experimentar e ver se ia funcionar. Como ela contou, o longa foi rodado com o orçamento de US$ 200.000, valor suficiente quase que apenas para a aparelhagem técnica e para as cópias em 35mm. Por isso, todos os envolvidos trabalharam realmente pela vontade de desenvolver o projeto, para ver “no que ia dar”.

Esse clima de cooperação, que começou lá nos textos de observações de cada um,  se estendeu a todo o processo, desde os envolvidos nos bastidores às pequenas participações no filme. Um exemplo disso é o personagem do homem mais velho da trama. Ele é vivido por Charles Durning, um ator antigo dos EUA, que só trabalhou no filme porque Palka, fã de carteirinha, escreveu o papel especialmente para ele. Outra amostra é Jared Nelson Smith,  multiinstrumentista que compôs e executou todas as canções que compõem a trilha sonora de Good Dick.


Superando em muito as expectativas de Marianna Palka e de toda a equipe, Good Dick foi muito bem recebido pela crítica internacional de cinema e pelo público, e já rendeu à maioria da equipe outros trabalhos. Tendo distribuído de forma independente o seu filme, sucesso também em função dos sites de compartilhamento online, Palka comentou que só vê “prós” na internet para a indústria cinematográfica, simpatizando com a causa da Zona Livre, de produzir a reflexão sobre as vias paralelas de informação.

Na hora de dar tchau, Palka afirmou que acha incrível que seu filme esteja sendo visto no Brasil mesmo sem ter entrado em cartaz nos cinemas e afirmou ter adorado poder falar através do Skype com o público daqui. Ademocratização da informação, a principal intenção da mostra, estava acontecendo na prática.
Andréa Azambuja



ZONA LIVRE 2010 – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA


No contra fluxo do ritmo de Carnaval que se instaura na cidade, o Rio recebe em fevereiro uma mostra de cinema inédita, composta por um panorama de longas-metragens estrangeiros com pouca entrada no Brasil, mas que por outro lado possuem intensa circulação na web. Essa é uma das sugestões para o circuito off samba deste verão: a Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema, que acontece entre os dias nove e 28 no CCBB Rio por iniciativa do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN).

Confira aqui mesmo no blog o endereço e telefones de contato, a grade de programação e o catálogo completo da mostra para download, impressão ou leitura.

A programação conta com uma maioria de filmes inéditos no Brasil. Ao todo, a mostra traz para o Rio 19 títulos que circularam em festivais mundo afora, mas que terminaram por criar sua reputação e ganhar destaque num circuito paralelo: o da Internet, em fóruns e comunidades de cinema. À relevância de algumas obras, soma-se a saudável transposição desses ‘arquivos’, vindos das redes de cinéfilos na Internet, em ‘filmes’ exibidos em 35mm e DVD, autorizados por seus diretores, na consagrada experiência coletiva da sala de cinema.

Acesse imagens dos filmes em nosso canal no Flickr e assista trailers completos, de todos os filmes da mostra, no canal do festival no You Tube. A seguir, uma síntese da programação:

Intenso fluxo de informações, downloads, copyrights, copylefts e quebras de códigos de zonas de exibição habitam o emaranhado conceitual desta mostra, cujo objetivo é propor uma reflexão sobre a democratização e as vias paralelas da informação. Ao mesmo tempo, a Zona Livre também aborda o inevitável e permanente processo de troca de telas a que a imagem é submetida hoje em dia, neste caso do computador para a sala de cinema do CCBB-RJ.

Dentro desta idéia, alguns diretores com filmes presentes na Zona Livre participarão de debates online com o público do CCBB, via Skype: de diferentes partes do mundo, eles estarão em tempo real na sala de cinema conversando com os espectadores sobre suas obras. Por outro lado, o diretor norte-americano Cory McAbee estará no Rio de Janeiro pessoalmente, “offline”, para um debate com público na semana final da mostra.

A mostra Zona Livre surgiu em Porto Alegre, em outubro passado, dentro da programação internacional da edição 2009 do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre. Na curadoria convidada pelos organizadores do festival para o projeto, dois jovens que representam a novíssima geração de produtores gaúchos plugados aos novos meios: Davi Pretto e Bruno Carboni, da Tokyo Filmes. A experiência bem-sucedida no sul, durante a sexta edição do CineEsquemaNovo, chega agora a outros centros com uma programação consistente para os cinéfilos de plantão em pleno fevereiro.

Todos os filmes da mostra receberão reportagens especiais aqui no blog. No catálogo, você confere mais informações sobre todos os títulos. Confira aqui a lista dos longas em exibição:

All About Lily Chou Chou, de Shunji Iwai (Japão)
>> inédito no Brasil

American Astronaut, de Cory McAbee (EUA)
>> inédito no Rio de Janeiro; exibido no Brasil apenas no CEN 2009

Black Night, de Olivier Smolders (Bélgica)
>> inédito no Brasil

Daytime Drinking, de Young-Seok Noh (Coréia do Sul)
>> inédito no Brasil

Ex-Drummer, de Koen Mortier (Bélgica)
>> inédito no Rio de Janeiro; exibido no Brasil apenas no CEN 2009

Glue, de Alexis dos Santos (Argentina / Reino Unido)
>> inédito no Rio de Janeiro

Good Dick, de Marianna Palka (EUA)
>> inédito no Brasil

Gozu, de Takashi Miike (Japão)
>> inédito no Rio

Hukkle, de György Pálfi (Hungria)

Hunger, de Steve McQueen (Reino Unido / Irlanda)
>> inédito no Rio e SP

Instrument, de Jem Cohen (EUA)
>> inédito no Rio

Man from Earth, de Richard Schenkman (EUA)

Moonlighting, de Jerzy Skolimowski (Reino Unido)
>> inédito no Rio

Nowhere, de Gregg Araki (EUA)

One night in one City, de Jan Balej (República Tcheca)

Sangre, de Amat Escalante (México)
>> inédito no Rio

Stingray Sam, de Cory McAbee (EUA)
>> inédito no Rio de Janeiro; exibido no Brasil apenas no CEN 2009

Taxidermia, de György Pálfi (Hungria)
>> inédito no Rio

Trash Humpers, de Harmony Korine (EUA)
>> inédito no Brasil




MAN FROM EARTH, DE RICHARD SCHENKMAN
fevereiro 4, 2010, 6:40 pm
Filed under: Debates da mostra, Filmes em exibição, Zona Livre | Tags: , ,

EUA, 90min, 2007, cor, vídeo

18/02, 19h, Sala 01 + Debate online com o diretor
19/02, 17h, Sala 01

“Ao lado de Stingray Sam, o filme norte-americano de Richard Schenkman  já tinha cadeira cativa nesta lista. Talvez esta seja a obra que melhor represente todos os benefícios que a internet pode proporcionar a um filme que pretende, essencialmente, ser visto em muitos lugares (ou, no caso, por pessoas de muitos lugares). Se por um lado a carreira do filme surpreende, por outro percebe-se que toda a fama que ganhou não foi à toa. O diretor consegue criar um filme simples e de baixíssimo orçamento, mas sobretudo cativante, criativo e instigante do início ao fim – algo que muitos filmes milionários tentam sem o menor êxito” – Davi Pretto e Bruno Carboni, curadores da Zona Livre

Uma grande ficção científica não precisa ser feita de muitos efeitos especiais e histórias futurísticas. Prova disso é The Man From Earth, filme dirigido por Richard Schenkman que o CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) e o Centro Cultural Banco do Brasil apresentam no Rio dentro da Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema. A primeira exibição está marcada para o dia 18, às 19h, e será seguida de debate online com o diretor via Skype. Quem perder, tem a chance de conferir a obra no dia seguinte, dia 19, às 17h.

The Man From Earth foi o último trabalho do escritor Jerome Bixby, reconhecido, principalmente, pelos roteiros que escreveu para as séries Star Trek e Twilight Zone. Bixby começou a escrever seu último projeto na década de 60, mas só o completou no leito de morte, em abril de 1998, ditando as últimas linhas para o filho, o também roteirista Emerson Bixby. Com o texto pronto, Emerson foi procurar a pessoa certa para dirigi-lo, mas a maioria dos cineastas com quem falou queria expandir a história, íntima e minimalista, para superproduções com efeitos especiais e com todo o suporte tecnológico disponível na época.

Por acaso, o filho de Bixby topou com Richard Schenkman, que, por razões artísticas e financeiras, queria filmar o script exatamente como lhe havia sido concebido. Em função do baixo orçamento (US$ 200.000) os atores escalados trabalharam por quase nada – muitos deles, certamente, em função das reputações do diretor e do roteirista. Além disso, alguns dos atores, como Tony Todd e John Billingsley, já haviam encarnado na televisão algumas histórias da franquia Star Trek.


Jerome Bixby escreveu diversos episódios para o mundo Trek. Entre eles está Réquiem for Methuselah (não tão famoso quanto Mirror Mirror, que ajudou a estabelecer o conceito de um universo paralelo, ou o “Mirror Universe”, como é conhecido pelos Trekkies), exibido na 3ª temporada, quando a Enterprise encontra um homem imortal que tem vivido as vidas de figuras históricas famosas, como Alexandre O Grande e Leonardo da Vinci. The Man From Earth segue o mesmo fascinante tema da imortalidade, em uma história muito pessoal que envolve intensas discussões filosóficas e leva a audiência a direções inesperadas.

John Oldman (David Lee) é um professor universitário que inesperadamente pede demissão e decide mudar de cidade. Organizada por colegas que aparecem na sua casa, sua despedida torna-se um misterioso interrogatório – após ele, sucumbindo às exigências de explicações, revelar que é imortal e que vive há mais de 14.000 anos. O que começa como uma reunião amigável logo se conduz a um inesperado e chocante clímax, já que todos tentam achar buracos na história de Oldman, mas percebem que tão difícil quanto acreditar em sua narrativa é achar provas de ela não passaria de uma invenção.

The Man From Earth gira em torno dos diálogos. Todas as cenas se passam na sala do professor Oldman, cenário que oferece o clima perfeito para as íntimas e fervorosas discussões filosóficas que dominam a história. Basicamente, os personagens (antropólogos, filósofos, biólogos, psiquiatras, intelectuais) sentam em uma sala e falam sobre a vida, sobre a morte, sobre religião. Não é, portanto, uma ficção científica na execução. Mas o é em toda a excelência e premissa, que hipnotiza e prende a atenção até o último de seus 87 minutos. Todos os elementos sci-fi estão lá – só que na imaginação de cada um, em vez de na tela.

E se um homem da Idade da Pedra vivesse por milhares de anos e sobrevivesse até hoje? Como ele seria? Qual seria a sua razão para a existência? Qual é a natureza da verdade? Quem é Deus? É por essa linha que se desenrola The Man From Earth, considerado a obra definitiva de Jerome Bixby. Liderada com mão segura pelo talentoso Richard Schenkman (e pelo elenco escalado brilhantemente), sua premissa singular transformou-se num filme provocador, fascinante e estimulante, reconhecido por muitos críticos de cinema como uma das melhores ficções científicas da década para o cinema.

O longa foi filmado com duas câmeras Panasonic DVX 1000, o que explica o visual granulado das imagens. Sua distribuição, até certo ponto de modo involuntário, se deu basicamente na internet, num dos melhores exemplos do que as vias paralelas de informação podem fazer uma produção. O sucesso foi tanto que os produtores do filme publicaram diversos agradecimentos aos usuários do BitTorrent e outros sites de compartilhamento por terem distribuído o filme sem permissão, dizendo que isso aumentou em muito as expectativas de lucro da equipe (que, segundo entrevista recente do diretor, mesmo assim ainda não pagou todas as contas, levantando a outra face da distribuição de “arquivos – filmes” pela rede). Graças a isso,  The Man From Earth sai agora do universo virtual das telas dos computadores e chega às terras do Rio de Janeiro, numa chance rara de ver esta ótima dobradinha de Bixby + Schenkman.
Andréa Azambuja


Sobre o diretor

Nascido em 1958 em Nova York, Richard Schenkman é um experiente escritor, produtor e diretor que começou sua carreira criando premiadas propagandas e programas para a MTV. Após cinco anos na rede, ele abriu sua própria produtora, RSVP, produzindo e dirigindo videoclipes musicais, vídeos de moda e comerciais para diversas marcas famosas, como Swatch, MTV, Honda Scooters e Pepsi Cola, além do canal Nickelodeon. Durante esse período, ele também trabalhou na revista Fast Copy, produziu e dirigiu o show ao vivo SPIN New Music Concert e trabalhou em algumas séries e programas especiais, entre eles Fashion America, Showtime’s Funniest Person in America, The MTV Music Awards e The Rolling Stone Reader’s Poll Awards.

Schenkman realizou o curta-metragem Overnight Success, que foi lançado no prestigiado American Film Institute LA Film Festival e recebeu diversos prêmios. Nos três anos seguintes, ele trabalhou para a televisão em Los Angeles, criando mais de trinta horas de programação original para cabo e home-vídeo, incluindo The Club, uma série de comédia que ele ajudou a escrever, produzir e dirigir. Também criou muitos outros programas de drama e comédia, diversos documentários e programas piloto e ainda Late Night, uma série internacional escolhida como número 1 na Itália e na Alemanha.

The Pompatus foi o primeiro filme do diretor, escrito com Jon Cryer e Adam Oliensis. O lançamento oficial se deu no Hampston Film Festival e entrou em cartaz nos cinemas logo depois. Desde então, ele dirigiu Went to Coney Island on a Mission from God… Be Back by Five, muito premiado nos circuitos de festivais; trabalhou no sitcom Us and Them, para a 20th Century Fox Television; e escreveu o piloto de uma série animada sobre Elvis Presley para o mesmo canal, além de dirigir episódios de Dick Wolf’s Arrest and Trial. Fora isso, dirigiu o filme A Diva’s Christmas Carol, lecionou no Rhode Island Int’l Film Festival, criou a sitcom Drama Queen e completou diversos roteiros com Jonh Cryer (como de Cosmodrome e a comédia Lost Boys), entre outros projetos. Também estão no seu currículo os filmes And Then Came Love, estrelado por Vanessa Williams, e The Man From Earth, ambos lançados em 2007.

Sobre Jerome Bixby

Drexel Jerome Lewis Bixby (Janeiro 1923, LA, California – Abril 1998, San Bernardino, California) trabalhou como escritor, editor e roteirista, sendo reconhecido por seus trabalhos de ficção científica. Ele também trabalhou em diversos westerns e escreveu sob os pseudônimos D. B. Lewis, Harry Neal, Albert Russell, J. Russell, M. St. Vivant, Thornecliff Herrick e Alger Rome. Um de seus mais conhecidos trabalhos é It’s a Good Life, de 1953, famoso episódio da série The Twilight Zone, votado como favorito pelos fãs e considerado um dos 26 mais importantes e influentes trabalhos da área pela Associação de Escritores de ficção científica da América. O episódio foi escolhido como um dos cinco que compõem o filme da série, lançado em 1983. Igualmente notáveis são os capítulos que escreveu para a série Star Trek: Mirror, Mirror (escolhido em votação como o favorito pelos fãs), Day of the Dove, Requiem for Methuselah, e By Any Other Name. Em colaboração com Otto Klement, Bixby co-escreveu o clássico filme de ficção científica Fantastic Voyage (1966), e ao lado de nomes como Philip K. Dick, Isaac Asimov, Ray Bradbury e Robert A. Heinlen., ele figura como um dos mais influentes autores do gênero.

THE MAN FROM EARTH

Prêmios

Elenco
David Lee Smith – John Oldman
Tony Todd – Dan
John Billingsley – Harry
Ellen Crawford – Edith
Annika Peterson – Sandy
William Katt -Art
Alexis Thorpe – Linda Murphy
Richard Riehle – Dr. Will Gruber

Direção – Richard Schenkman
Roteiro – Jerome Bixby
Produção – Eric D. Wilkinson, Emerson Bixby, Mark Pellington e Richard Schenkman